(continuação) Quem leu o texto chato que escrevi sobre máquinas fotográficas poderá ter ficado com a ideia errada que sou contra os automatismos. Não é bem assim, só acho que ao usá-los devemos entender o que fazem e sendo assim temos a hipótese de fotografar sem recorrer a eles. Por exemplo, quando colocamos o botãozinho ou o menu no chamado “modo desporto” o que a máquina vai fazer é tentar frisar o movimento porque normalmente o desporto é uma coisa rápida que exige fotos com velocidades de obturação elevadas, vai portanto dar prioridade à velocidade jogando com o EV (valor de exposição) de forma a que a velocidade seja a mais alta possível usando para isso aberturas maiores e em algumas máquinas recorrendo mesmo a um ISO maior, isto porque o EV depende da conjugação dos factores velocidade, abertura e sensibilidade (ISO). Por outro lado no chamado “modo retrato” o diafragma vai abrir ao máximo para reduzir a profundidade de campo e assim desfocar o fundo para dar realce à pessoa retratada. Não me alongando muito quanto a outros modos de automatismos vamos ver estes dois. No primeiro, desporto, fazem-se fotos muito giras deixando arrastamento no objecto, animal ou pessoa em movimento, como por exemplo numa corrida de carros ou cavalos ou mesmo numa corria a pé, o uso do automatismo normalmente impede este tipo de fotos a não ser que a quantidade de luz seja tão reduzida que não há hipótese de fotografar com velocidades altas, aí ainda podemos recorrer ao flash à segunda cortina, coisa que a maioria das máquinas não usa no “modo desporto”, mas lá está, isso será a máquina a decidir e não o fotógrafo. No caso do retrato com duas pessoas uma mais atrás da outra, uma abertura máxima do diafragma, especialmente se a objectiva for muito luminosa (f 1:2.8) um dos sujeitos ficará fora de foco e a vossa máquina está-se cag… para isso, aí seria preferível usar um diafragma mais fechado, focando assim as duas pessoas e, dependendo da distancia do fundo, ainda se consegue desfocá-lo, ou não. Decidam vocês, não deixem que as máquinas o façam.
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